A Terceira Onda
A doutrina do milenismo tem, curiosamente, mais de mil anos. Ela persiste, na verdade, há quase dois – e suas origens se estendem a mesmo antes disso. A idéia do arrebatamento pré-tribulacionista, que prescreve que os crentes serão tomados ao paraíso e os incrédulos deixados na terra para um período de extrema adversidade e possível purgação (doutrina que alcançou consagração definitiva via Deixados Para Trás), é apenas uma das suas facetas mais recentes.
Os primeiros milenistas foram judeus cristãos que, frustrados com a natureza espiritual do reino de Cristo e fundamentados na sua interpretação de uma passagem do livro de Apocalipse, passaram a exigir que, antes do desfecho da História, Cristo voltaria à terra para um reino secular de mil anos. Durante esse período, sustentam ainda hoje alguns milenistas, Jesus ocupará literalmente e com o mão de ferro o trono de Davi em Jerusalém, e todas as nações prestarão a Israel a homenagem e os tributos prometidos em passagens como Isaías 60.
14 Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão junto às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel.
15 Ao invés de seres abandonada e odiada como eras, de sorte que ninguém por ti passava, far-te-ei uma excelência perpétua, uma alegria de geração em geração.
16 E mamarás o leite das nações, e te alimentarás ao peito dos reis; assim saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó.
Ou seja, o Reich milenar de Cristo deveria representar tudo que os judeus esperavam que o Messias trouxesse na sua primeira vinda: redenção econômica, independência nacional e uma glorificada reputação mundial para Israel. Como Jesus não produziu nenhuma dessas coisas com sua primeira visita, esperava-se que ele se redimisse na segunda. continue lendo>
