31/7/2004

Ternura eterna

Estocado às 06:49 em
por Paulo [brabo!]

A fotografia que tirei de uma deliciosa fotografia de família exposta nas paredes da casa de Joaquim Lacerda (hoje museu Casa Lacerda), na Lapa. Um momento absolutamente precioso de outro tempo: hoje não se fazem mais famílias assim, fotografias assim, ternuras assim.

Ternura eterna

A Casa Lacerda, que foi sede do Quartel-General da 2a Brigada durante o memorável Cerco da Lapa, foi construída por Manoel José Correa de Lacerda, que teve 11 filhos com a primeira esposa e três com a segunda (sim, a casa é enorme). continue lendo>

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30/7/2004

Agora Muppet Especial

Estocado às 06:14 em
por Paulo [brabo!]

Nada de especial hoje.

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29/7/2004

A única mancha

Estocado às 16:17 em
por Paulo [brabo!]

Curiosamente, saiu hoje mesmo a notícia da morte do diretor de A Bolha Assassina, Irvin Shortess “Shorty” Yeaworth Jr., num acidente de carro na Jordânia.

A notícia conta que Yeaworth era graduado em Teologia, diácono da Igreja Presbiteriana e produziu mais de 400 de filmes com temas religiosos e motivacionais além daquele que todo mundo assistiu. Na verdade, A Bolha foi uma experiência para a sua produtora Good News(Boas Novas).

A esposa do diretor garante que o marido “não tinha lá muito orgulho” de ter dirigido A Bolha.

Yeaworth, que morreu aos 78 anos de idade, estava para inaugurar um parque temático na Jordânia sobre a história da região. “Por 25 anos”, diz a nota, “ele fez viagens regulares para o Oriente Médio, na esperança de ajudar a diminuir a distância entre árabes e israelenses”.

A Bolha era, por assim dizer, a única mancha no seu currículo.

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A Graxa Noturna

Estocado às 06:43 em
por Paulo [brabo!]

Assisti esta semana, finalmente e pela primeira vez, a versão original de A Bolha Assassina [The Blob, 1958]. O filme me surpreendeu por vários motivos, eles por si mesmos surpreendentes: embora o orçamento não tenha sido aparentemente maior do que o dos filmes de terror/ficção dos anos 40 e 50 que estou acostumado a curtir, a mão do diretor é menos pesada e o roteiro menos previsível. Surpreendeu-me muito o fato do filme ser colorido, e em Technicolor – eu teimava com a Alice que era em preto e branco.

Agora, eu podia esperar tudo, menos que A Bolha fosse uma espécie de Grease (Nos Tempos da Brilhantina) de terror, com direito a gangues de garotões com topetes de brilhantina, mocinhas de vestido rodado e rabo de cavalo, rachas automotivos noturnos e pais e tiras durões exigindo saber o que os meninos estão fazendo acordados àquela hora da noite – mesmo que fosse para salvar o mundo. continue lendo>

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28/7/2004

O outro rei

Estocado às 06:32 em
por Paulo [brabo!]

Para Marcos

Na véspera de uma batalha de campo contra um exército inimigo, o rei decidiu sondar por si mesmo como andava o moral de suas tropas. Oculto debaixo de uma capa comum de sentinela e sob o manto da noite ele começou a percorrer uma a uma as rodas de combatentes que orlavam as fogueiras.

As conversas que ouviu deixaram-no extremamente encorajado. Todos os seus soldados estavam relaxados e confiantes quanto ao resultado da batalha do dia seguinte, e só faziam exaltar as virtudes do rei.

– O rei está descansando com justiça agora em sua tenda – disse um experiente soldado, – mas amanhã vai estar tinindo como uma espada sarracena contra o inimigo.

Todos concordaram.

– Dizem que o rei inimigo é implacável – arriscou o rei, disfarçando a voz e ocultando-se sob as dobras do manto.

– Pois o nosso é mais – respondeu imediatamente e com convicção o mesmo soldado, sem saber com quem estava falando. Seus companheiros dirigiam a conversa na mesma direção enquanto o rei se afastava, congratulando-se com a sagacidade do seu disfarce e por ter sido capaz de gerar tamanha confiança e garra nos que dependiam dele.

Ele descobriu-se então na orla do acampamento, e pôde divisar ao longe o que parecia ser uma fogueira do acampamento inimigo. Ele resolveu arriscar o seu disfarce, que havia até ali se mostrado tão eficaz, e sondar ele mesmo o moral dos seus antagonistas, como havia feito com seu próprio exército.

O rei disfarçado atravessou em segurança os sentinelas inimigos, que tomaram-no por um companheiro seu, e estava no momento seguinte no centro do acampamento adversário. Todos os combatentes inimigos, ele descobriu, formavam um único e heterogêneo grupo reunido ao redor de uma gigantesca fogueira.

Para sua satisfação, o rei constatou que os guerreiros inimigos estavam unanimemente apreensivos: eles conversavam em voz cautelosa, discutindo rigorosamente os pontos fortes do exército adversário, abertamente temerosos diante do risco da campanha do dia seguinte.

Satisfeito com o que havia descoberto, o rei virou-se e começou a refazer o seu caminho para longe da multidão, quando ouviu uma voz rude falando austeramente no centro do grupo inimigo e virou-se instintivamente para ver quem era. O rei disfarçado abriu então a boca de supresa, porque na orla da fogueira, sentado majestosamente mas sem qualquer distinção e sem qualquer disfarce entre os seus próprios soldados, estava o rei inimigo, ele mesmo compartilhando sem constrangimento com as suas tropas a preocupação que elas lhe transmitiam.

O rei disfarçado voltou tropeçando para o seu acampamento, já não certo quanto ao resultado da batalha.

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27/7/2004

Pôr

Estocado às 06:04 em
por Paulo [brabo!]

Nuvens do entardecer de domingo passado, na estrada de terra que dá acesso ao Monastério.

Nuvens da tarde

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26/7/2004

Emocional

Estocado às 06:44 em
por Paulo [brabo!]

- Eu, te chantageando? Diz isso de novo que eu não falo mais com você!

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